Prefeito de Extrema · 2017–2024 · Uma vida a serviço do Sul de Minas
Todo número que você vai ler aqui tem um documento atrás dele: o relatório, o ofício, a lei, o estudo. Nada foi escrito de memória. Nada foi arredondado para soar melhor.
Se um número não tinha papel, ele não entrou.
Extrema, 1974. O pai migrou de Conceição dos Ouros na década de 1960 e trabalhou a vida inteira no cabo da enxada e nas olarias. Dos cinco filhos, só o caçula João Batista e a irmã conseguiram avançar nos estudos. Os três mais velhos foram até a quarta série.
Ainda criança, já contribuía com o sustento da casa. As plantações de uva foram o principal ganha-pão por cerca de catorze anos. Nas manhãs de trabalho na lavoura, aprendeu que o suor não é derrota. É semente.
“A família é o principal pilar das nossas vidas. Quando você valoriza a família, dá valor a tudo aquilo que conquista.”
Em agosto de 1991, aos 17 anos, foi contratado como office boy da Prefeitura de Extrema. Entrou pela porta menor da prefeitura e decidiu, ali mesmo, que ia subir cada degrau que aquela estrutura tivesse.
Office boy aos 17 anos, na Prefeitura de Extrema.
Técnico em Contabilidade pela Escola José Alves.
Bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade São Francisco.
Especialista pelo TCE-MG. Um ano inteiro de ônibus até BH, pela Fernão Dias ainda sem duplicação.
Mestrado na FECAP, em São Paulo.
Controlador do Município, por concurso público.
Cofundador e professor da FAEX, ao lado de Terezinha.
“Fui subindo, degrau por degrau, cada degrau no seu tempo.”
Sua vocação era a gestão, os números, as finanças públicas. Mas sabia que Extrema podia muito mais. 65,73% em 2012 para vice. 53,88% em 2020, reeleito em primeiro turno.
Entre os Censos de 2010 e 2022, Extrema saiu de 28.599 para 53.482 habitantes. São 87,01% em doze anos, o maior crescimento de Minas Gerais no período. Nenhuma outra cidade do estado cresceu tanto.
Esse número não é um troféu. É uma conta a pagar: chegam junto as crianças que precisam de creche, as famílias que precisam de posto de saúde, os moradores que precisam de escola perto de casa. Foi essa cidade que João Batista assumiu em 2017.
As outras subiram com minério.
Extrema subiu com trabalho.
Elas sobem quando a cotação sobe e caem quando ela cai. Extrema subiu com indústria, logística e comércio. Ou seja: com decisão de gestão, atração de investimento e segurança jurídica. E entre 2010 e 2021 foi o município com o maior ganho de participação no PIB de todo o estado.
Numa cidade que quase dobrou de população, a rede escolar tinha duas opções: estourar ou crescer junto. Cresceu junto. Foram 4.520 vagas criadas.
Um prédio inteiro dedicado à educação especial: contraturno, transporte próprio, refeição na unidade, cerca de 200 alunos. E 287 profissionais na equipe de educação inclusiva.
Isso não é um programa. É uma estrutura.
“No meu último ano, eu inaugurei uma escola na roça. Criança da roça não tem que descer para estudar.”
A escola do Salto de Cima, entregue em 2024, fica na zona rural. Foi a última obra de educação do mandato, e ele escolheu fazê-la longe do centro, onde não rende foto.
Há um jeito de descobrir a prioridade real de um governo: olhar o que ele faz nos primeiros dias, antes que a rotina o engula. Posse em 1º de janeiro de 2017. Em 12 de janeiro, doze dias depois, assinou um pacote de leis para quem trabalha na ponta.
Incorporou os 25% de insalubridade dos professores ao vencimento. O valor passa a contar para a aposentadoria.
Gratificação para as orientadoras pedagógicas, conforme o porte da unidade escolar.
Criou vagas para a Educação, para suprir as unidades escolares ampliadas e inauguradas.
Fixou a data-base do reajuste em 1º de janeiro. O aumento chega no começo do ano, não meses depois.
Incorporou a vantagem pessoal ao vencimento do servidor.
Plano médico e odontológico. O titular é 100% custeado pelo município.
Vamos ser honestos: nos oito anos, nem todo ano teve aumento real. Em 2021 e 2022, no aperto da pandemia, houve apenas a reposição da inflação. Ganho real zero.
Mas há uma coisa que vale mais que qualquer promessa: em oito anos, o servidor de Extrema nunca perdeu para a inflação. A reposição foi integral todos os anos, inclusive os 10,16% de 2022, quando prefeitura Brasil afora simplesmente não deu nada.
Em 2024, no último ano de mandato, veio o concurso da Educação: 900 vagas, 18 cargos e 6.575 inscritos.
Em Extrema, o 13º salário era pago em parcela única, no Dia do Servidor. Não em dezembro. Não parcelado.
atendimentos de pronto-socorro em um único mês. Numa cidade de 53 mil habitantes, equivale a 37% da população em 30 dias.
Endoscopia. Colonoscopia. Ultrassom. Raio-X 24 horas. Ortopedia. Semi-intensivo. No interior, isso é a diferença entre pegar a estrada de madrugada e ser atendido em casa. E não é promessa de campanha: está num ofício oficial, com número, data e assinatura.
O Hospital Municipal Dr. Roberto De Cunto foi estruturado no pior momento possível. E por isso mesmo. Chegou a operar com 35 leitos especiais, 9 deles com respiradores, quando cada leito era uma disputa nacional.
Quem cuida bem na porta de entrada, na consulta de rotina, no exame preventivo, no acompanhamento de quem tem pressão alta ou diabetes, evita que o problema chegue grave ao hospital. Cerca de R$ 10 milhões em recursos próprios em novas UBSs: Fazenda do Matão, Vila Rica, Juncal, Morbidelli, Fisgão, Rodeio, São Cristóvão.
Nomes de bairro e de comunidade rural. Não de avenida principal.
Asfalto no centro todo prefeito faz.
Estrada das Siriemas é escolha.
Há um jeito honesto de medir uma gestão que acaba: olhar o que ela deixa pago e andando, não o que promete. Em 8 de novembro de 2024, a poucas semanas de entregar a chave, a Secretaria de Obras tinha 25 obras em andamento.
Com sistema de telegestão que permite controlar, dimerizar e detectar falha à distância. Luz não é estética: no campo e na periferia, é segurança.
Pavimentação da Estrada das Araras, no Jardim · R$ 3.912.666
Estrada das Paineiras, Rua Salto do Meio e Estrada das Siriemas · R$ 3.898.476
Ponte ligando a Av. Eng. João Gilli Neto à Av. Nicolau Cesarino · R$ 9.384.281
Contenção de talude na Estrada Benedito Steffani · R$ 4.390.000
Novo acesso Morro Grande–Barreiro: Salto de Baixo, Salto do Meio, Salto de Cima, Posses, Jaguary e Pitangueiras · R$ 3.493.983
Repare nos nomes. Não são avenidas do centro:
são as vias por onde passa o ônibus escolar.
Porque a pessoa que precisou delas não quer aparecer. Extrema implantou o CREAS, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social, e dentro dele a Sala Lilás: um espaço dedicado ao atendimento de mulheres vítimas de violência. Hoje o município conta com duas unidades.
Uma sala com porta fechada para a mulher que apanhou vale mais que um viaduto. E custa uma fração dele.
Nenhum desses programas ganha manchete. Todos eles aparecem no relatório de transição, com nome, endereço e equipe. É o tipo de política que só existe quando alguém decide que ela precisa existir.
Pela Constituição, segurança pública é dever do Estado, não do município. João Batista poderia ter usado isso como desculpa, como quase todo prefeito usa. Fez o contrário: chamou para si parte da responsabilidade e transformou Extrema numa das cidades mais seguras de Minas.
Não é um posto: são 3.958 m² em três andares, com Centro de Operações (COPOM), auditório para 187 pessoas, cinco alojamentos, centro de saúde para a tropa (médico, dentista, psicólogo) e 430 placas solares. É considerado o batalhão mais moderno do Estado, inaugurado em 2022 com a presença do governador.
A nova estrutura tem três salas de aula e sala de treinamento, e permite formar novas turmas de policiais na própria cidade. Antes, o jovem de Extrema que passava na PM ia treinar longe, e muitas vezes não voltava. Agora, a farda se forma em casa, o efetivo cresce e o vínculo com a comunidade se mantém.
O batalhão é a retaguarda de oito municípios do extremo Sul mineiro: Itapeva, Toledo, Cambuí, Córrego do Bom Jesus, Bom Repouso, Senador Amaral e Camanducaia, além do distrito de Monte Verde.
O batalhão foi projetado para se pagar ao longo do tempo. São 430 placas fotovoltaicas gerando a própria energia, cerca de 22 mil kWh, e um Posto Orgânico de Combustível próprio, que abastece as viaturas da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros.
Um equipamento público que economiza recurso público, todo mês.
Nada disso funciona sem método: a integração permanente entre Prefeitura, Câmara, Polícia Militar, Polícia Civil e o CONSEP, num canal direto de planejamento das ações. Somou-se a isso um convênio de quase R$ 1 milhão em equipamentos, viaturas e tecnologia repassados às polícias.
Convênioaprovado na CâmaraA cidade cuidou da polícia.
A polícia cuidou da cidade.
Foi ao lado de Terezinha que João Batista fundou a FAEX, a Faculdade de Extrema, para que os jovens da cidade não precisassem mais viajar horas até Bragança Paulista ou São Paulo para cursar uma graduação.
Ao longo dos últimos 28 anos, João Batista e Terezinha construíram e fortaleceram uma família que se sustenta nos valores morais e éticos, dentro de uma comunidade saudável, amiga e solidária que, sobretudo, valoriza o seu passado e a história de que Extrema sempre se orgulhou: a de ter sido construída por homens e mulheres que desbravaram o caminho para que ela seja, hoje, a referência que desfruta. Essa continua sendo o seu maior referencial. É de lá que ele parte. É para lá que ele sempre volta.
O verdadeiro legado é o que nenhum relatório captura. É a criança do Salto de Cima que não precisa mais descer a serra para estudar. É a família que faz um ultrassom na própria cidade. É a mulher que encontra uma porta fechada e uma pessoa treinada do outro lado, na Sala Lilás. É o servidor que se aposenta com a insalubridade incorporada ao salário, porque alguém, doze dias depois de tomar posse, assinou uma lei.
Escolas inauguradas em oito anos · 8
Vagas criadas por essas unidades · 4.520
Alunos na rede municipal · 10.752
Profissionais na equipe de educação inclusiva · 287
Atendimentos de pronto-socorro (out/2024) · 19.628
Vagas no maior concurso já feito na cidade · 491
Tentativas de feminicídio em 2024 (eram 2) · 0
Posição no PIB per capita de Minas Gerais · 1º
Extrema não foi sorte nem privilégio geográfico. Foi método. Diagnóstico técnico, captação de recursos, execução rigorosa e prestação de contas transparente. Esse método não tem CEP.
As cidades pequenas e médias do Sul de Minas, que são a imensa maioria da região, raramente têm voz nas grandes decisões que definem seus recursos. Seus pleitos ficam represados na burocracia porque falta quem conheça essa realidade por dentro para articular, cobrar e destravar.
municípios compõem a mesorregião do Sul e Sudoeste de Minas. A maioria são cidades pequenas, que precisam de representação qualificada e comprometida com o interior.
Ampliar os repasses federais para a atenção básica e para hospitais municipais de pequeno porte. Ninguém deveria pegar estrada para ser atendido.
Ampliação do Fundeb e dos recursos para CEIMs e creches, com prioridade para as cidades que crescem depressa.
Legislação federal que facilite planos de carreira, plano de saúde e progressão para quem atende o cidadão na ponta.
Financiamento para estruturas como o CMEE, em cada município que precise.
Apoio federal para que cada cidade do interior tenha o seu CREAS e a sua Sala Lilás.
Estrada, energia e banda larga para o campo. E escola perto de quem mora nele.
Apoio federal para batalhões, videomonitoramento e formação de tropa, com o modelo de Extrema como polo de retaguarda para as cidades vizinhas.